terça-feira, 11 de maio de 2010

Priorize o uso de combustível verde

Foto: Leopoldo Kaswiner

Durante o processo de extração de petróleo no mar não é raro que ocorram vazamentos, o que ocasiona um desequilíbrio alarmante na biodiversidade marinha, sem levar em consideração os riscos à saúde do ser humano. O combustível fóssil também polui diariamente o ar quando queimado dentro dos motores dos veículos. Substituí-lo pelos renováveis é uma atitude importante para o desenvolvimento de uma relação sustentável com o meio ambiente. Uma das medidas que pode ser adotada é utilizar o etanol, mais conhecido como álcool combustível.

O etanol polui cerca de 90% menos que a gasolina, além de proporcionar mais potência, força de arranque e velocidade ao veículo. A emissão de CO2 ao longo do seu processo de produção é aproximadamente 89% menor: para o beneficiamento de mil litros de combustível, a gasolina emite 2.280 kg de CO2 desde a extração do petróleo até a distribuição nos postos de abastecimento, já o ciclo completo de produção da mesma quantidade de etanol libera somente cerca de 260 kg de CO2.

Utilizar um automóvel que aceite tanto combustível fóssil quanto álcool combustível, pode ser um passo adiante na mudança da gasolina para o etanol. A frota de automóveis flex tem crescido nos últimos anos no Brasil. De acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) os carros flex representaram 92% do total de automóveis licenciados em março desse ano. Além da possibilidade de testar o custo-benefício da mudança, a troca definitiva é compatível.

O etanol pode ser proveniente da cana de açúcar, beterraba, trigo e milho. O processamento feito a partir da cana, o mais comum no Brasil, rende energia combustível quatro vezes maior que o extraído da beterraba e do trigo e quase cinco vezes superior ao produzido com milho.

Ao longo do processo, a fermentação e queima do bagaço e palha da cana em caldeiras de alta pressão gera bioeletricidade, uma fonte de energia limpa e renovável destinada a suprir as usinas de beneficiamento, tornando a fabricação do etanol auto-suficiente.

Existem iniciativas como a da cidade de Angatuba, interior do estado de São Paulo, que criou uma microdestilaria de álcool, possibilitando o abastecimento sustentável dos veículos da frota da prefeitura, dispensando a necessidade da compra nos postos de distribuição. Conheça mais sobre esse projeto aqui.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Clima e Aquecimento

Foto: João palmeiro

Quando se fala em aquecimento global, a principal questão de desacordo entre os especialistas é com que profundidade a interação humana afeta a biodiversidade, e os reais efeitos que pode causar no clima do planeta.

As opiniões se dividem entre os que defendem que nossa ação influi direta e drasticamente no meio ambiente e os que chegam a afirmar que tudo não passa de um ciclo natural do planeta.

Entre os que alertam para o aquecimento global e a necessidade extrema de contribuirmos para o resfriamento do planeta está James Hensen, cientista climático da NASA. Em entrevista concedida ao jornal “De Spiegel”, afirma que “se não tomarmos uma atitude os níveis do mar podem subir até 2,74 metros até o fim do século” e isso afetaria pelo menos 40 milhões de pessoas.Segundo Hensen, aproximadamente 102% do aquecimento é motivado pela atividade humana, “o clima estaria esfriando se não fosse pelas emissões provocadas pela humanidade”.

O extermínio da fauna e flora do planeta também é uma preocupação do pesquisador: além do deslocamento para os polos ter se acelerado “o fato de várias espécies estarem confinadas a certas áreas porque os humanos ocuparam grande parte do planeta, fica evidente que para elas será muito difícil migrar. Portanto, é provável que uma grande parcela das espécies da Terra seja extinta.”

Anthony Watts, meteorologista norte-americano, denunciou incorreções nos cálculos do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática) da ONU. Do ponto de vista de Watts, as estações de medição que ficam em grandes cidades e locais mais afetados pelo calor têm substituído dados das medições em altitudes mais elevadas. Ele acredita que o monitoramento via satélite é o mais adequado, sendo apoiado por outros pesquisadores como o professor de ciências atmosféricas John Christy, da Universidade do Alabama, que já esteve entre os principais autores do IPCC.

Na contra-mão dessas opiniões, Luiz Carlos Molion, o meteorologista da Universidade Federal de Alagoas e representante dos países da América do Sul na Comissão de Climatologia da Organização Meteorológica Mundial (OMM) afirma que o fenômeno do aquecimento global não é relevante, e que a Terra vai esfriar nos próximos 20 anos e que as emissões na atmosfera provocadas pelo homem são incapazes de causá-lo. “A mídia coloca o CO2 como vilão, como um poluente, e não é. Ele é o gás da vida. Está provado que quando você dobra o CO2, a produção das plantas aumenta”, afirma.

Com base em dados de acompanhamento da temperatura dos oceanos, Molion assegura que estes estão perdendo calor. Para o pesquisador, o derretimento das geleiras não afeta o nível do mar, uma vez que o gelo derretido é apenas superficial. Afirma ainda, que o nível do mar não vem aumentando. “Há uma foto feita por desbravadores da Austrália em 1841 de uma marca onde estava o nível do mar, e hoje ela está no mesmo nível. Existem os lugares onde o mar avança e outros onde ele retrocede, mas não tem relação com a temperatura global”, defende.

Acreditando ou não na interferência decisiva do homem no fenômeno das mudanças climáticas, o ideal é utilizar com sabedoria os recursos naturais: buscar a adoção de energia limpa e renovável, além do convívio sustentável com a biodiversidade do planeta.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Dia da Terra: por que comemorar?

Foto: Roberto Marques

Na próxima quinta-feira, dia 22 de Abril, será comemorado o Dia da Terra. Com todas as ocorrências naturais propagadas pela mídia – chuvas torrenciais, terremotos e vulcões, assim como o sofrimento das pessoas atingidas, além do desmatamento, do alto índice de poluição, mudanças climáticas, degelo acelerado – é quase impossível não refletir sobre nosso comportamento ecológico nesta data.

Somos contemporâneos de um impasse civilizatório, de um momento singular na história do homem. Diante dessa problemática, é preciso reconhecer que várias ações têm sido empreendidas em favor da diminuição dos impactos ambientais e da proteção da biodiversidade do planeta.

Há um número crescente de empresas que abraçam e mostram a público suas campanhas de sustentabilidade. Cada vez mais aperfeiçoam seus processos de produção utilizando-se de energia limpa; calculam sua taxa de liberação de CO2; buscam compensá-la com o plantio de árvores; usam papel reciclado ou certificado, madeira legal, plástico biodegradável.

As campanhas de reciclagem e coleta seletiva de lixo fazem parte do nosso dia a dia. Na semana passada foi trazido a público, em Taiwan, um prédio feito de garrafas pet. Segundo os construtores, o centro cultural de três andares pode ser desmontado, transportado e remontado com rapidez.

A Hora do Planeta deste ano, 60 minutos de luzes desligadas pelo consumo consciente de energia, teve a participação de cerca de 4 mil cidades em 125 países, contra 88 no ano passado. Iniciativas como o selo Carbon Free, certificam eventos que quantificam e compensam sua emissão de CO2.

A Organização Internacional do Trabalho (OIT), em relatório apresentado, assegura que no Brasil há 2,7 milhões de “empregos verdes” – atividades econômicas que contribuem para a melhoria da qualidade ambiental. A OIT prevê que esse número aumente para 20 milhões até 2030. E há também os “produtos verdes” que gastam menos energia ou utilizam energia limpa (eólica, solar, elétrica); além do setor alimentício, que oferece produtos orgânicos livres de agrotóxicos.

Cercados por essas iniciativas, podemos aderir a certas práticas que ajudam nossa interação com o planeta. Costumamos pensar que agindo individualmente não somos capazes de realizar mudanças, mas esquecemos uma atitude propriamente humana: o ato de comunicar. Mostrando através do exemplo, educando pelo diálogo, temos a capacidade de disseminar atitudes, inclusive no que condiz ao Meio Ambiente.

Realizar ações simples como usar a água racionalmente, apagar as luzes e desligar os eletrodomésticos que não estão sendo usados, abrir as janelas ou substituir o ar condicionado pelo ventilador, realizar a coleta seletiva de lixo, evitar o uso de sacolas plásticas, participar de campanhas sociais, pode fazer a diferença. Basta começar.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Quantifique e compense a sua própria emissão de CO2 na atmosfera

Foto: Gentil Barreira

Você se preocupa com a pegada de carbono que deixa enquanto passa pelo planeta? Gostaria de saber a quantas anda a sua emissão de CO2 na atmosfera? Isso já é possível. A Iniciativa Verde disponibiliza em seu site uma calculadora de CO2; faz parte do programa Carbon Free, que tem como objetivo promover a compensação da emissão de gás carbônico pelas atividades humanas.
Resolvemos, para efeito de teste, utilizar as médias indicadas pelo site e descobrimos que para compensar uma emissão de CO2 de 1.6 toneladas (sim! Tudo isso em média. E imagine, calculamos o uso de apenas um carro e não adicionamos viagens aéreas). Seria necessário o plantio de 10 mudas de árvore.
Além da compensação em plantios de árvore, o site dá outras sugestões para um padrão de vida sustentável. Como a substituição parcial do transporte particular pela utilização de coletivos ou andar de bicicleta. As pedaladas podem ser uma maneira interessante de entrar em contato com o Meio Ambiente ao seu redor.
Dicas como a coleta seletiva de lixo, a substituição do ar condicionado pelo ventilador, a troca por lâmpadas mais econômicas e a diminuição do uso de papel, bem como a utilização de papel reciclado ou certificado também estão presentes no site.

aproveite para calcular sua emissão de CO2 na atmosfera.
http://www.iniciativaverde.org.br/pt/calculadora

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Uso de Agrotóxico em Área Urbana

Foto: Gentil Barreira

Preocupada com a difusão da prática não autorizada de uso de agrotóxicos (herbicidas) para o controle de plantas daninhas em áreas urbanas especialmente em praças, jardins públicos, canteiros, ruas e calçadas, em condições não controladas pelos órgãos públicos competentes, esta Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) submeteu à consideração da população, mediante a publicação da Consulta Pública nº. 46/2006, proposta de Resolução de sua Diretoria Colegiada para regular a prática da capina química por empresas de jardinagem profissional, nos termos previstos no Decreto nº. 4.074/2002.

No processo de Consulta Pública, colhendo contribuições dos diversos segmentos da sociedade, bem como das áreas técnicas da Agência e de outros órgãos do Sistema Único de Saúde (SUS) evidenciou-se que a regulamentação dessa prática não se revelava o melhor caminho na busca da proteção e da defesa da saúde da população brasileira.

Os produtos que visam alterar a composição da fauna ou da flora, com a finalidade de preservá-las da ação de seres vivos considerados nocivos, são definidos nos termos da legislação vigente (Lei nº. 7.802/89) como produtos agrotóxicos, tanto quando se destinam ao uso rural ou urbano.

São produtos essencialmente perigosos e sua utilização, mesmo no meio rural, deve ser feita sob condições de intenso controle, não apenas por ocasião da aplicação, mas também com o isolamento da área na qual foi aplicado.

No processo de consulta pública ficou evidenciado que não seria possível aplicar medidas que garantissem condições ideais de segurança para uso de agrotóxicos em ambiente urbano. Por esse motivo a Diretoria Colegiada da ANVISA decidiu arquivar a Consulta Pública nº. 46/2006, afastando a possibilidade de regulamentação de tal prática.

Justificam tal conclusão, entre outras, as seguintes condições:

1. Durante a aplicação de um produto agrotóxico, se faz necessário que o trabalhador que venha a ter contato com o produto, utilize equipamentos de proteção individual. Em áreas urbanas outras pessoas como moradores e transeuntes poderão ter contato com o agrotóxico, sem que estejam com os equipamentos de proteção e sendo impossível determinar-se às pessoas que circulem por determinada área que vistam roupas impermeáveis, máscaras, botas e outros equipamentos de proteção.

2. Em qualquer área tratada com produto agrotóxico é necessária a observação de um período de reentrada mínimo de 24 horas, ou seja, após a aplicação do produto, a área deve ser isolada e sinalizada e, no caso de necessidade de entrada no local durante este intervalo, o uso de equipamentos de proteção individual é imperativo. Esse período de reentrada é necessário para impedir que pessoas entrem em contado com o agrotóxico aplicado, o que aumenta muito o risco de intoxicação. Em ambientes urbanos, o completo e perfeito isolamento de uma área por pelo menos 24 horas é impraticável, isto é, não há meios de assegurar que toda a população seja adequadamente avisada sobre os riscos que corre ao penetrar em um ambiente com agrotóxicos, principalmente em se tratando de crianças, analfabetos e deficientes visuais.

3. É comum os solos das cidades sofrerem compactação ou serem asfaltados, o que favorece o acúmulo de agrotóxico e de água nas suas camadas superficiais. Em situação de chuva, dado escoamento superficial da água, pode ocorrer a formação de poças e retenção de água com elevadas concentrações do produto, criando uma fonte potencial de risco de exposição para adultos, crianças, flora e fauna existentes no entorno. Cabe ressaltar neste ponto que crianças, em particular, são mais sujeitas às intoxicações em razão do seu baixo peso e hábitos, como o uso de espaços públicos para brincar, contato com o solo e poças de água como diversão.

4. Em relação à proteção da fauna e flora domésticas ou nativas, é importante lembrar que cães, gatos, cavalos, pássaros e outros animais podem ser intoxicados tanto pela ingestão de água contaminada como pelo consumo de capim, sementes e alimentos espalhados nas ruas.

5. Por mais que se exija na jardinagem profissional o uso de agrotóxicos com classificação toxicológica mais branda, tal fato não afasta o risco sanitário inerente à natureza de tais produtos.

Por oportuno, importa ainda observar que há, no mercado, produtos agrotóxicos registrados pelo Instituto Nacional do meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) identificados pela sigla “NA” como agrotóxicos de uso Não-Agrícola. No entanto, essa identificação, ao contrário do que possa parecer á primeira vista, não significa a autorização da utilização de tais produtos em área urbana. Os produtos registrados pelo IBAMA apenas podem ser aplicados em florestas nativas, em ambientes hídricos (quando assim constar no rótulo) e outros ecossistemas (além de vias férreas e sob linhas de transmissão).

Dessa forma, a prática da capina química em área urbana não está autorizada pela ANVISA ou por qualquer outro órgão, não havendo nenhum produto agrotóxico registrado para tal finalidade.

Brasília, 15 de janeiro de 2010.

Diretoria Colegiada da ANVISA

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Desperdício é a principal ameaça ao abastecimento de água no Brasil.

Foto: Gentil Barreira

As águas que se perdem nos encanamentos, evaporam durante as irrigações e não são tratadas depois de poluídas formam um conjunto que representa a maior ameaça ao abastecimento dos brasileiros. Segundo a Agência Nacional de Águas (ANA), 40% da água retirada no país é desperdiçada. Os números comprovam:
De acordo com a ANA, são retirados dos mananciais do Brasil 840 mil litros de água a cada segundo. Ao dividir esse número por 188,7 milhões de brasileiros, cada habitante consumiria, em média, 384 litros/ dia. Quando se leva em conta o consumo efetivo, no entanto, o valor é bem menor. Segundo o Relatório de Desenvolvimento Humano 2006, divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), o gasto médio diário do brasileiro cai para 185 litros. Parte da diferença (199 litros) foi utilizada na agricultura, na pecuária, na indústria, mas a maior parte, em torno de 150 litros, foi desperdiçada.
O coordenador-geral de Assessorias da ANA, Antônio Félix Domingues, afirma: "Somente na irrigação, o desperdício chega a 50%", ressalta. Ele explica que o problema é provocado porque a maior parte dos produtores rurais utiliza a pulverização aérea, no qual boa parte da água é carregada pelo vento ou evapora, em vez de recorrer ao sistema de gotejamento, que despeja gotas diretamente na raiz nas plantas.
Nas cidades, segundo Félix, redes mal conservadas são responsáveis por perdas de 40% na distribuição de água. "De cada cem litros, que as companhias captam, somente 60, em média, chegam à casa das pessoas", reclama. O ideal seriam perdas em torno de 20%, padrão aceito internacionalmente.
"Existem cidades em que o desperdício chega a 80% porque as companhias desrespeitam as normas técnicas", diz, evitando dar nomes. Coordenador do Programa Água para a Vida da organização não-governamental WWF-Brasil, o geógrafo Samuel Barreto alerta para outro perigo, o consumo invisível de água. "A água é um importante insumo para praticamente toda a produção econômica, principalmente para a agricultura", ressalta.
Segundo o relatório do Pnud, são necessários 3,5 mil litros de água, em média, para produzir alimentos que forneçam um mínimo de 3 mil calorias. Isso equivale a 70 vezes a necessidade de uma família de quatro pessoas. Alguns alimentos exigem mais água que outros. De acordo com o estudo, uma tonelada de açúcar consome oito vezes mais água do que a produção de a mesma quantidade de trigo. "A produção de um simples hambúrguer consome cerca de 11 mil litros de água - mais ou menos a mesma quantidade disponível para cada 500 habitantes de bairros urbanos degradados que não possuem água canalizada em casa", compara o texto.

Fonte: (Agência Brasil)
http://www.deolhonaagua.org.br/site/ler_materia_08.php

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

COP15: O Frio acordo de Copenhague

Foto: Mário Neto

A 15ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP-15), realizada entre os dias 7 e 18 de dezembro em Copenhague, na Dinamarca, deveria ter sido uma consolidação legal de uma nova mentalidade acerca do desenvolvimento sustentável, estipulando metas obrigatórias de redução na emissão de gás carbônico, responsável pelo efeito estufa.
Entretanto, o resultado de dois anos de preparativos e duas semanas de conferência foi um texto com duas páginas e meia, composto de doze parágrafos sem grandes consequências. Prevê redução de 50% das emissões de CO2 em 2050, porém, não há metas obrigatórias de médio prazo. Apesar de menções a cifras, a convenção, que não tem força legal, não explica quais mecanismos institucionais seriam responsáveis pela gestão dos recursos, o que transforma o Acordo de Copenhague em uma simples declaração de intenções.

Como o protocolo das Nações Unidas aceita somente decisões por unanimidade, a oposição de apenas um país foi suficiente para inviabilizar um acordo em Copenhague. Mesmo sem o consenso em torno do documento, ele poderá ser “operacionalizado” no que diz respeito à criação imediata de um fundo de financiamento, por três anos, para que as nações em desenvolvimento possam se adaptar às alterações climáticas.

Um dos países que mais se opôs ao “Acordo de Copenhague” foi a Venezuela, que fez questão de ressaltar que, embora tenha aceitado que se “tomasse nota” do documento, ele não foi aprovado.
Dessa forma: sem um acerto definitivo para combater a mudança do clima, serão necessárias outras negociações em 2010 para que uma nova estratégia global possa ser discutida buscando chegar a um acordo obrigatório com valor legal até a COP-16, no México. O próximo encontro será realizado no final de 2010, mas antes disso haverá uma reunião preparatória na Alemanha.
A COP 15, que chegou a ser considerada o maior evento de cunho político da História, atraiu 45 mil pessoas a Copenhague. No entanto, apenas um acordo parcial foi selado entre os Estados Unidos, a China, a Índia, o Brasil e a África do Sul, com apoio de outros países.


Referências bibliográficas:
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/12/091219_copenhaguebankimoon_is.shtml

http://www.ecodebate.com.br/2010/01/04/ecos-da-cop-15-copenhague-fracassou-um-crime-climatico/

http://alquimistaspontocom.blogspot.com/2009/12/cop-15-resultados-paliativos.html

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

O que você está fazendo para cuidar do meio ambiente?

Foto: Gentil Barreira

A Organização das Nações Unidas (ONU) está promovendo uma série de ações para conscientizar todas as pessoas sobre a importância de protegermos o meio ambiente. Você pode ser um ator fundamental nessa iniciativa, participando da campanha ONU Verde e respondendo a pergunta: “O que você está fazendo para cuidar do meio ambiente?” Compartilhe, através de fotos ou filmes, as ações que você desenvolve todos os dias para cuidar do nosso planeta e que possam servir de inspiração para outras pessoas.

A campanha se encerrará no dia 5 de Junho de 2010, dia mundial do meio ambiente, quando as dez fotos mais criativas serão divulgadas neste site e os cinco melhores filmes serão veiculados pela MTV. Todos podem contribuir com imagens: fotógrafos profissionais e amadores, estudantes, ativistas da sociedade civil, funcionários públicos, funcionários da ONU etc.

Os participantes deverão responder à pergunta “O que você está fazendo para cuidar do meio ambiente” através do envio de até três fotos – tiradas com celular de qualquer modelo – ou um pequeno filme de até 30 segundos, também feito com celular, acompanhados por um relato descritivo da ação de até 100 palavras. Depois de enviar suas fotos e/ou vídeos, o participante receberá um certificado online da ONU, com a frase: “Eu faço minha parte”.

O Comitê de Seleção escolherá as 10 fotos que melhor traduzam os temas da campanha para compor nossa galeria fotográfica. O resultado ficará disponível neste site a partir do dia 5 de Junho 2010.

Se sua fotografia ou filme for selecionado, você será contatado e, como recompensa, sua contribuição para com a campanha será reconhecida através da ampla disseminação do seu trabalho pela rede de comunicação das Nações Unidas no Brasil e, potencialmente, no exterior. As fotografias selecionadas e os nomes de seus respectivos contribuintes serão destacados nos vários canais de comunicação das Nações Unidas, como por exemplo, nas campanhas de mídia, releases, websites e demais instrumentos de informação da ONU.

(fonte: www.onuverde.org.br)

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Seu Sustento

Foto: Gentil Barreira

Se a crise no ambiente e nos mercados tem sua raiz na capacidade limitada de aprendizado e de ação do homem, a solução haverá de sair dessa mesma capacidade que, mobilizada, costuma dar surpreendentes resultados, certo?


O grande mestre Einstein dizia que insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes. As notícias do dia estão cheias de exemplos da insana repetição de mais e mais do mesmo, enquanto os desafios nas relações pessoais, na educação, no trabalho e nos negócios renovam-se constantemente. A solução para os novos problemas está na inovação. As respostas aos desafios da “insustentabilidade” ambiental, econômica e social virão em forma de novas idéias, comportamentos, métodos e processos.

Para começar, o que você entende por sustentabilidade? Difícil? Como toda palavra nova, a coitada foi recebendo tantos significados e atributos, além de ações de marketing e outras apropriações indevidas, acabou virando moda e agora tem tudo para virar sinônimo de pizza. Desvirtuada e incompreendida, o termo sustentabilidade normalmente é confundido com ecologia, aquecimento global ou reciclagem. Mas a realidade é que sustentabilidade é sinônimo de inovação. Um claro exemplo disso você pode encontrar no site D4S (www.d4s-de.org), um manual pragmático que ajudará você a criar ou desenhar projetos sustentáveis. Uma coisa é certa: ainda não existe um produto totalmente pensado com este ponto de vista. O importante é saber que, para caminharmos para isso, é preciso entender que sustentabilidade não é só uma questão de consumo consciente. É uma questão de formação, de inteligência e de cultura. O mundo já está cheio de (de)mentes mesquinhos que não gostam da palavra mudança. Faça sua parte. Você tem o poder de transformar a vida. Você e mais ninguém.

(fonte: www.d4s-de.org)

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Consciência e abundância

por Paulo Roberto da Silva
Foto: Gentil Barreira

Como o modelo de nossa economia influencia a qualidade de meio ambiente?
Todo o movimento de nossa economia, independente de ser capitalista ou socialista, está baseada no sistema da escassez, então, implicitamente, ela só vai crescer e gerar os resultados a que se propõe se a escassez aumentar. Mas o principio da natureza é a abundância: você tem água de graça, ar de graça, camada de ozônio de graça, etc. Se você tem um modelo baseado na escassez, ele conflita com o principio da natureza. Na medida em que nós todos nos envolvemos com a teoria econômica, conhecendo ou não a economia, estamos sendo automaticamente adversários da natureza. O modelo econômico nos estimula a destruir a fonte de abundância. Na minha opinião, o conceito de desenvolvimento econômico sustentável é uma contradição, porque para fazer crescer a economia tem que diminuir a abundância.
O conceito de crescimento sustentável da economia segue os mesmo princípios que você considera ideais?
O crescimento da economia esta sendo cada vez mais criticado, pois ele implica em mais consumo dos recursos do meio ambiente, o que gera problemas ambientais e sociais, porque se você diminui os acessos das pessoas aos recursos, eles vão tentar conseguir ter esse acesso por outros meios, mesmo que eles sejam fora da lei. Se você gera conflito entre excluídos e incluídos, você esta gerando um problema social. Portanto, um problema ambiental é também um problema social, é impossível separar essas duas coisas. Agora, é possível levar este conceito de desenvolvimento sustentável não necessariamente para o lado de crescimento econômico. Não precisamos mais crescer, podemos ter um sistema econômico que forneça o necessário para as pessoas não passarem privação.
Estamos assistindo a uma crise econômica mundial que está sendo agravada pela diminuição dos níveis de consumo. Governantes de todo o mundo estão incentivando o aumento do consumo para a economia se reerguer. Seria possível driblar esta crise de outra maneira, sem atender a esses apelos?
Estamos vendo que a base de nossa economia está toda corroída e está tentando desesperadamente se manter. Algumas pessoas que têm carro já estão optando por não ter mais. Às vezes me perguntam se é possível mudar o consumismo dos americanos, por exemplo, que é o símbolo do exagero, pois bem, uma pesquisa realizada nos Estados Unidos mostra que 27% da população americana está envolvida com o movimento da simplicidade voluntária. Estamos tendo uma grande oportunidade agora, depois de uma história de insucessos, podemos nos perguntar se queremos viver de modo diferente. Acredito que devemos começar pela menor variável, que somos nós mesmos, e depois influenciar uma mudança maior.
Desafio da sustentabilidade na CPFL Cultura - por Fernanda Bellei
Fonte: http://www.cpflcultura.com.br/post/consciencia-e-abundancia-com-paulo-roberto-da-silva

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Blackle

Foto: Andréa veras
Como é que o Blackle poupa energia?
Blackle foi criado pela Heap Media para nos fazer lembrar a todos da necessidade de salvar energia com os pequenos gestos do dia a dia nas nossas vidas. As buscas do Blackle são baseadas na Busca Personalizada do Google.
Blackle poupa energia porque o ecran é predominantemente negro. "A exibição de uma imagem é primariamente uma função das escolhas de cor e gráficos do desktop do utilizador, bem como da cor e tamanho da aplicação de windows aberta; um dado monitor pode requerer mais potencia para exibir um ecran branco (ou claro) do que um negro (ou escuro)." Roberson em al, 2002
Em Janeiro de 2007 um artigo num blogue com o titulo Um Google Negro Salvaria 750 MegaWatts/hora Por Ano, propunha a teoria de que uma versão negra do motor de busca Google iria salvar muita energia devido à popularidade do motor de busca. Desde aí tem havido algum cepticismo acerca se se conseguiria na realidade uma poupança significativa de energia e os custos em termos da legibilidade das páginas de web negras.
Nós acreditamos que existe algum valor nesse conceito porque mesmo que seja pouca a poupança de energia, é sempre uma contribuição. Segundo, pensamos que ao visualizar o Blackle cada vez que iniciamos o browser nos vamos lembrar de que precisamos de dar pequenos passos para poupar energia.
Como pode ajudar?
Pedimos-lhe que defina o Blackle como a sua página principal (defina). Assim cada vez que inicia o seu browser de Internet vai poupar um pouco de energia. Lembre-se todos os bocadinhos contam! Igualmente se irá recordar da necessidade de poupar energia cada vez que a página do Blackle aparecer.
Ajude-nos a espalhar a ideia acerca do Blackle ao pedir aos seus familiares e amigos para colocarem o Blackle como a página principal. Se tiver um blogue escreva sobre nós. Ou coloque o seguinte texto na assinatura do e-mail: "pt.Blackle.com - Poupar energia, uma busca de cada vez".
Existem outros bons sites na Internet que informam sobre como poupar energia e ser mais ecológico. Contêm muitas ideias de como com pequenos gestos podemos começar ainda hoje a fazer a diferença. Experimente Blackling "dicas para poupar energia" ou visite http://www.treehugger.com um grande blogue dedicado à consciência ambiental.

fonte:
http://br.blackle.com

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Viver e ser feliz

Foto: Alexandre Lonngren

A tribo neoliberal vai torcer o nariz. Vai achar exótico, incompatível com os padrões contábeis da sociedade capitalista. Mas o indicador da “Felicidade Interna Bruta” (FIB) vem aí. E vai dar o que falar.

No próximo dia 28, na Universidade Federal do Ceará, um seminário coloca em discussão os Novos Paradigmas de Desenvolvimento. Uma indagação, pelo menos, é pertinente nesta hora: por que o desenvolvimento econômico, medido pelo PIB, não traz às pessoas nenhuma garantia de felicidade? Sociedades altamente desenvolvidas, com um Produto Interno Bruto dez vezes maior que o da maioria dos países periféricos, apresentam altos índices de suicídios, de violência e distúrbios mentais. Esse indicador, pelo visto, não é confiável. Pode até medir o desempenho econômico, mas não traduz o essencial: o bem-estar da população, a promoção dos valores culturais e de um desenvolvimento socioeconômico sustentável e igualitário, o respeito humano, a capacidade das pessoas de fruírem a vida.

Na França, Nicolas Sarkozy anunciou que o Instituto Nacional de Estatísticas vai incorporar às regras contábeis os indicadores de bem-estar. E o Presidente francês não está “viajando”. Esse novo conceito é sério, porque impõe ao Estado atentar mais para o bem-estar social, priorizar o homem, valorizar o sentimento de realização e outras expressões de felicidade.

Se a FIB for adotada internacionalmente, a França ficará em excelente posição, uma vez que se levarão em conta critérios como a alta qualidade do serviço de saúde, o sistema previdenciário e o direito a férias prolongadas. Já os Estados Unidos despencarão no ranking, por conta de políticas sociais opostas, baseadas numa cega obediência aos ditames capitalistas, que privatizam os serviços essenciais, colocando-os ao alcance de poucos.

O PIB, espelho da ditadura do capital, logo será um índice anacrônico. Já a FIB, esta vem para ficar, porque se reporta ao que mais importa ao ser humano: viver
e ser feliz.

Italo Gurgel - Jornalista
italogurgel@yahoo.com.br
http://www.opovo.com.br/opovo/opiniao/910481.html


Felicidade Interna Bruta será tema de Seminário

Fortaleza entrará no circuito de discussões sobre novos indicadores de progresso através do seminário "Novos paradigmas de desenvolvimento: Felicidade Interna Bruta (FIB)".
Será no Auditório da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Ceará (UFC), no dia 28 de setembro, das 15h às 20h.O evento terá como palestrantes a coordenadora do FIB no Brasil e América do Sul, a psicóloga, antropóloga e estudiosa da chamada “ciência da felicidade”, Susan Andrews; o economista e professor da Pontifícia Universidade de São Paulo, Ladislau Dowbor; o coordenador geral do Instituto de Políticas Alternativas para o Cone Sul, Marcos Arruda, e o coordenador da Rede Brasileira de Bancos Comunitários, Joaquim Melo. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no local, na data do evento.

As nove dimensões do FIB

- bom padrão de vida econômica;
- boa governança;
- educação de qualidade;
- saúde;
- vitalidade comunitária;
- proteção ambiental;
- acesso à cultura;
- gerenciamento equilibrado do tempo e
- bem estar psicológico.


Fonte: Profª Geísa Mattos, Departamento de Ciências Sociais da UFC e Coordenadora do Seminário.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Pacto verde global

Foto: Dário Castro Alves

O new deal verde global não é uma utopia. Ele é possível, mas deve ser construído em cada país
.

Mais de 2 mil cientistas se reuniram este ano em
Copenhague para o congresso internacional sobre mudança climática. Quem achou que o encontro fosse gerar uma visão cataclísmica sobre o aquecimento global, errou o alvo. O congresso acendeu um alerta vermelho sobre o risco crescente de que a mudança climática acelere e provoque eventos abruptos e muito danosos. Mas não parou nas conclusões adversas.

Deixou, ao final, uma mensagem curta, com suas conclusões fundamentais, combinando alertas duros e propostas viáveis de solução. Essa mensagem diz que as tendências observadas de aquecimento estão numa
trajetória inaceitável e que há o risco de que acelerem e terminem por levar a mudanças climáticas abruptas e irreversíveis. As sociedades, especialmente as mais pobres, se mostram vulneráveis mesmo a efeitos modestos de mudanças climáticas e não teriam como suportar os resultados de temperaturas médias superiores a 2o C. É necessário criar uma rede de proteção para as nações mais pobres, contra os efeitos tremendamente desiguais da mudança climática. O potencial de disrupção social desse quadro de aquecimento global não pode ser desprezado.

Metas fracas de redução das emissões para 2020 dificultariam a realização de propostas mais ambiciosas para 2050. A mitigação
efetiva das emissões precisa começar imediatamente e demandará coordenação global e regional, numa estratégia de longo prazo.Temos os instrumentos necessários para enfrentar o desafio climático e os recursos para ampliar sua escala. A descarbonização das economias nacionais trará muitos benefícios. Vai criar empregos em atividades econômicas de baixo carbono em setores da economia e da sociedade, além de reduzir o risco de danos à saúde e perdas econômicas no futuro. Difícil discordar.

Quando os governos se reunirem em
Copenhague para as negociações formais, em dezembro, ouvirão os ecos dessa mensagem. Alguns fatores novos vão pesar muito nas decisões. Um deles é contextual, como nós, politólogos, dizemos. Trata-se da recessão global, que fará o pano de fundo das decisões. Outro, o novo governo dos Estados Unidos, que deverá remover o veto a um adequado acordo sobre o clima. Muitos tentarão usar a crise como álibi para adotar metas menos ambiciosas de redução das emissões. Mas, como argumentou Nicholas Stern, do “relatório Stern”, em Copenhague, ela reduz os custos do início da transição para um novo regime. Também permite que as medidas de reversão da crise global ofereçam os incentivos certos para estimular a descarbonização, como fizeram Estados Unidos e Inglaterra. Essas políticas de investimento e geração de emprego podem estimular o crescimento da “economia verde”, das tecnologias e energias limpas, dando-lhes firme vantagem competitiva. A idéia de um new deal verde e global é apresentada em vários círculos do diálogo climático.

por Sérgio Abranches

Sérgio Abranches é mestre em sociologia pela Universidade de Brasília (UnB); M.A. e Ph.D. em ciência política pela Cornell University. Diretor e colunista de O Eco (www.oeco.com.br); comentarista de ecopolítica da rádio CBN

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Cartilha: O olho do consumidor

Foto: Gentil Barreira

A cartilha "O Olho do Consumidor" foi produzida pelo Ministério da Agricultura, com arte do Ziraldo, para divulgar a criação do Selo do SISORG (Sistema Brasileiro de Avaliação de Conformidade Orgânica) - que pretende padronizar, identificar e valorizar produtos orgânicos, orientando o consumidor.


faça aqui o download da cartilha.

Fonte: http://viver-sustentavel.blogspot.com

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Fonte Econômica

Foto: Gentil Barreira

Na onda da computação verde, a agência de comunicação SPRANQ da Holanda desenvolveu uma fonte de caracteres TrueType ecologicamente correta: o Spranq Eco Sans — ou apenas Ecofont — que, segundo seus criadores, pode economizar até 20% de tinta numa impressão.
Baseada no Vera Sans (uma fonte open source) a grande sacada da Ecofont é que seus caracteres são vazados com pequenos furos que, na hora de imprimir, diminui a área de cobertura de tinta.
Com a Ecofont, a SPRANQ quer estimular uma consciência. Pense na quantidade de coisas que imprimimos. É realmente necessário, ou jogamos fora papel e tinta?
A SPRANQ também pretende inspirar os grandes fabricantes de software e impressoras para que façam inovações ecológicas. Imagine uma fonte que possa mandar no driver da impressora de tal modo que, se a fonte mandasse imprimir em cinza o gasto com tinta seria muito menor se comparado com impressoras que imprimem em 100% preto. Junto com a Ecofont, economizaria bastante.A Ecofont é compatível com PC e Mac e funciona bem com aplicativos como OpenOffice e MS Office 2007. Recomenda-se o uso de uma impressora laser para obter os melhores resultados.

Baixar a Ecofont:
Ecofont.ttf
Ecofont.zip

Depois de baixar a Ecofont, basta salvar na pasta de fontes do seu computador. A Ecofont foi baseada numa fonte Open Source e pode ser usada gratuitamente. Se não quiser mais usá-la, basta excluí-la da pasta das fontes. O nome do arquivo é: Spranq_eco_sans_regular.ttf.

Fonte: http://www.ecofont.eu
http://zumo.uol.com.br/2008/12/19/agencia-lanca-fonte-que-economiza-tinta/