Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

Economia e Sustentabilidade

Foto: Jarbas Oliveira

“Será necessária uma macroeconomia para sustentabilidade que, além de reconhecer os sérios limites naturais à expansão das atividades econômicas, rompa com a lógica social do consumismo.” Em termos teóricos, esse parece ser o desafio maior a ser enfrentado pela economia e pela sociedade na entrada desse novo século para encontrar alternativas à crise civilizacional com a qual nos defrontamos. A frase do economista José Eli da Veiga, professor da USP e estudioso há três décadas do desenvolvimento sustentável, resume de forma genial os limites encontrados por todas as correntes da economia.

No artigo em questão, José Eli da Veiga pontua as três posições encontradas entre os economistas no tocante à sustentabilidade – a convencional, a ecológica e a busca de uma terceira via – e de como todas elas “tentam evitar o dilema do crescimento”. Mas seu debate, sustenta o economista, “exigirá rompimento mental com uma macroeconomia inteiramente centrada no ininterrupto aumento do consumo, em vez de um keynesianismo pretensamente esverdeado por propostas de ecoeficiência. Algo que jamais poderá deter o aumento da pressão sobre os recursos naturais”.

A questão fulcral diz respeito ao esgotamento do modelo de desenvolvimento criado e incrementado na sociedade industrial baseado em uma visão linear, progressiva, infinita e redutora de desenvolvimento, e que tem no consumo desenfreado a sua mola propulsora. Há uma crença no crescimento econômico e sua linearidade. A crise ambiental e a mudança climática estão aí para indicar o fracasso dessa perspectiva.

Esse é o background comum tanto ao liberalismo econômico como ao marxismo, o que embaralha, sob esta perspectiva, as buscas de soluções. Porque ambos são resultantes da modernidade. Bebem na fonte da racionalidade técnico-instrumental. A modernidade é marcada pela ideia de progresso alcançado pelo trabalho. Marxismo e liberalismo repousam sobre a noção de um progresso infinito. Subjaz a crença de que os recursos naturais seriam sempre abundantes, infinitos. Não haveria porque se preocupar com a possibilidade de que algum dia haveria falta dos recursos naturais (petróleo, carvão, aço, água, florestas, energia)… para alimentar a “máquina” do progresso humano.

José Eli da Veiga conclui seu instigante artigo apontando para a dificuldade de se atacar a questão do consumo: “mesmo a crítica da economia ecológica ao cerne do pensamento convencional só foi até agora assimilada por uma ínfima minoria. E uma das razões está justamente nessa incipiência da formulação de alternativa que supere o que há de mais comum nas várias teorias macroeconômicas em voga”.

Subjacente à visão moderna de desenvolvimento está uma concepção estreita, reducionista, monetarista, economicista de desenvolvimento, no qual não cabe a perspectiva da sustentabilidade. Em termos econômicos, essa discussão rebate na ideia de produto interno bruto (PIB) desenvolvido na metade do século passado e nunca revista. No novo cenário, a noção de PIB mostra-se redutora e economicista, questionando a concepção de riqueza vigente na modernidade.

Seus limites começaram a ser percebidos e denunciados por um grupo cada vez maior de ambientalistas e estudiosos, entre eles economistas. E, segundo diversas vozes, sua revisão se faz necessária, ainda que não seja a condição exclusiva. Como escreve o economista Ladislau Dowbor, professor da PUC de São Paulo, essas pessoas e esses técnicos estavam “cansados de ver o comportamento econômico ser calculado sem levar em conta – ou muito parcialmente – os interesses da população e a sustentabilidade ambiental”. Seguem algumas razões.

Para Eli da Veiga, “o PIB envolve capital físico construído e também humano. No que tange os recursos naturais, o PIB simplesmente não contempla a questão”. Dowbor também destaca esse aspecto, ao afirmar que o PIB não leva “em conta a redução dos estoques de bens naturais do planeta”. E destaca que “sempre devemos levar em conta que estamos reduzindo o estoque de bens naturais que entregaremos aos nossos filhos”. E as consequências desse “esquecimento” dos passivos ambientais são enormes. “Não levar em conta o consumo de bens não renováveis que estamos dilapidando deforma radicalmente a organização das nossas prioridades. Em termos técnicos, é uma contabilidade grosseiramente errada”, arremata Dowbor.

“O modelo que estamos vivendo hoje, a chamada sociedade de consumo é um esquema suicida e sem futuro. Nós estamos consumindo o planeta.” O alerta é do ambientalista José Antonio Lutzenberger, morto em maio de 2002. A lembrança dessas palavras quer ser uma homenagem a este importante ambientalista brasileiro. E diz mais: “Temos de nos dar conta de que o pensamento econômico que predomina hoje é suicida. Não podemos continuar olhando o planeta como um almoxarifado gratuito, de fundos infinitos”, disse em entrevista dada em 2000 e que se encontra reproduzida no n. 18 da Revista IHU On-Line, de 20-05-2002.

(Fonte: Trechos do artigo publicado no Portal Ecodebate – Cidadania e Meio Ambiente
)

Sexta-feira, 12 de Junho de 2009

Como montar uma horta em apartamento?

Foto: Fábio Arruda

A primeira coisa é escolher onde ela será montada e garantir que seja instalada num local ensolarado. Cuidados com a preparação da terra, a seleção adequada das culturas e a boa manutenção também são essenciais

Confira abaixo o passo-a-passo para a sua horta vingar.

1. Escolha do local
As hortaliças precisam receber, no mínimo, cinco horas de luz solar por dia. Por isso, o ideal é instalar a horta na varanda ou junto à janela. Prefira locais que recebem sol pela manhã.

2. Onde plantar?
Em qualquer vasilhame, de jardineiras a jarros (com volume mínimo de 1 litro) até canos de PVC (de 30 cm de diâmetro) cortados ao meio. Dá para usar também garrafas PET de 2 litros (cortadas acima da metade) ou carrinhos de mão. É preciso sempre furar embaixo para a drenagem da água.

3. Preparo do solo
Melhor comprar terra pronta, com matéria orgânica, nitrogênio, fósforo e potássio, aconselha o técnico agrícola Adejar Gualberto Marinho, da Embrapa Hortaliças. “O ideal é que a terra tenha pH 6. Se o solo for ácido demais, as plantas não vingarão”, afirma.

4. Seleção das culturas
Opte por hortaliças com raízes curtas, como alface, coentro, cebolinha, salsa, pimentão e couve-folha, ou até frutas de pequeno porte, como tomate-cereja e morango. Vegetais de raízes longas, como cenoura, rabanete e mandioquinha, não se adaptam bem a solos pouco profundos

5. Cuidados no plantio
A plantação começa com sementes ou mudas, dependendo da cultura. Pesquise o espaçamento ideal de cada planta para que ela cresça plenamente. Um pé de alface, por exemplo, deve ser plantado a 20 cm dos demais, enquanto para tomate e couve a distância sobe para 35 cm.

6. Rega e manutenção
No início, regue três vezes por dia até que a semente germine ou a muda pegue. Depois, basta uma rega diária, de preferência pela manhã. Retire plantas invasoras e proteja a horta de insetos, principalmente borboletas. Seus ovos viram larvas, que se alimentam das plantas.

(Fonte: Revista Vida Simples)

Sexta-feira, 29 de Maio de 2009

Chuva e seca, problemas com a mesma raiz

(Foto: Jarbas Oliveira)

As chuvas no Nordeste e suas conseqüências trágicas trazem um aviso claro sobre os efeitos das mudanças no clima mundial. Não que seja por falta de outros alertas da natureza, mas a dimensão da catástrofe que se abate sobre toda aquela região, atingindo até agora cerca de 1 milhão de pessoas, dá uma mostra do que pode vir por aí caso não sejam tomadas medidas para reverter os impactos ambientais em nível mundial.

Ao mesmo tempo em que o Nordeste se desespera com as chuvas, no Sul do país o problema é com a seca. A estiagem vem desde o ano passado. No Rio Grande do Sul mais da metade do estado está em estado de emergência. As perdas na agricultura e na pecuária prejudicaram ainda mais a economia do estado, que já estava em situação crítica.

Mas, ainda pior que isso, os efeitos da estiagem aumentam a degradação ambiental de regiões onde, segundo especialistas, a questão essencial nem é mais só a falta de chuvas, mas o surgimento de uma desertificação gradativa que vem sendo forçada por más práticas agrícolas e pelo desmatamento.

Tanto no Nordeste quanto no Sul, o alerta é claro sobre os efeitos da ação humana sobre o clima. Nos dois lados da questão, de forma completamente oposta, mas com resultados igualmente trágicos, temos a dificuldade do ser humano em lidar com um fenômeno que tudo indica que veio para ficar: a falta d’água ou o seu excesso.

O aquecimento global indica para a elevação de cerca de um metro do nível dos oceanos, previsto até 2100, o que deve atingir populações litorâneas em todos os continentes, em um número de cerca de 145 milhões de pessoas. Por outro lado, este mesmo problema climático também causará a escassez de água ou até sua falta total em várias regiões do planeta, também sem poupar nenhum continente.


Por sua grande dimensão territorial, o Brasil já sofre ao mesmo tempo esta variação de problemas climáticos, com muita água em uma região e a seca dominando outra. Tudo com o efeito desconcertante da morte de pessoas, do prejuízo econômico e da destruição da natureza.

O drama ecológico brasileiro é de efeito cada vez mais rápido e por isso exige ações técnicas, políticas e administrativas. Medidas que enfrentem na prática os problemas ambientais tanto no nível interno quanto no aspecto externo, com o país posicionando-se com mais objetividade em relação ao ambiente global.

(Fonte: SOS Rios do Brasil)

Segunda-feira, 4 de Maio de 2009

Reduzir, reutilizar, reciclar

(Foto: Rubens Chaves)

Todos nós produzimos lixo. Geralmente não pensamos sobre ele: simplesmente o jogamos fora. Porém, o mundo está ficando sem espaço para guardar todo o lixo que se está acumulando. Se fica jogado por aí, ele se torna um risco para a saúde e é feio. Queimar o lixo polui o ar, e as cinzas, muitas vezes, são tóxicas. Às vezes, o lixo é jogado nos rios e lagos, poluindo a água. Freqüentemente ele é enterrado na terra. O lixo enterrado, muitas vezes, pode conter substâncias tóxicas que vazam no solo e poluem o abastecimento de água.


Há três coisas que podemos fazer para limitar o impacto do lixo sobre o meio ambiente: reduzir, reutilizar e reciclar.

Reduzir
A melhor solução é reduzir o lixo que produzimos em primeiro lugar. Por exemplo, só devemos comprar produtos que não venham com muita embalagem e de que realmente precisemos.
Pense cuidadosamente sobre que tipos de materiais são usados nas coisas que compramos. Uma vez que se tornam lixo, eles podem levar muito tempo para se decomporem.


Reutilizar
As pessoas são freqüentemente muito imaginativas ao reutilizarem os objetos, ao invés de jogá-los fora. Por exemplo, podemos amassar as latas de alumínio vazias e usá-las como chapa de metal. Podemos fazer móveis com sobras de madeira e usar vidros bem lavados para guardar alimentos e materiais de carpintaria e de escritório. Nas páginas 8–9 desta edição da Passo a Passo, são dados mais exemplos.


Reciclar
Se objetos como garrafas de vidro, latas de metal e de estanho, jornais e plásticos não puderem ser reutilizados, talvez seja possível reciclá-los. Por exemplo, o vidro é lavado em fábricas especiais, quebrado em pedacinhos e, então, derretido para fazer vidro “novo”, pronto para a fabricação de alguma outra coisa. Alguns países têm fábricas que reciclam estes materiais.


(Fonte: Tearfund International Learning Zone)

Segunda-feira, 20 de Abril de 2009

Faça diferença!

(Foto: Gentil Barreira )

Sustentabilidade é a palavra da moda. Mais do que um slogan, pode também refletir um estilo de vida coerente em que cada um reconhece a capacidade de seus próprios recursos e talentos e otimiza seu uso em benefício comum

Adriana Teixeira
Revista Bons Fluidos

Pode reparar, nas conversas entre os amigos, nos comerciais de televisão e nas matérias dos grandes jornais, o cuidado com o meio ambiente e a busca por uma vida mais harmônica são os temas do momento. Essa percepção de que existe algo de novo no ar acaba de ganhar uma aliada de peso com o recente levantamento divulgado pela TNS InterScience, de São Paulo, empresa de pesquisa voltada ao setor de consumo do país. Os números revelam que 51% dos brasileiro compram produtos ecologicamente corretos, como alimentos orgânicos, artigos com embalagens recicláveis e eletrodomésticos que consomem menos energia.

Esse conjunto de mudanças também se reflete no cotidiano em atitudes como reciclar o lixo, deixar o carro de vez em quando em casa e não carregar sacolas plásticas desnecessariamente. Ainda de acordo com o estudo, esse novo consumidor faz parte de uma tribo mais crítica, bem informada e menos resistente a mudanças. Porém, a grande novidade é que esses movimentos externos vêm acompanhados de transformações internas.

Isso se traduz em prestar atenção nos próprios gestos, atitudes e intenções. Ou seja, ao buscar qualidade nas ações individuais, você reflete também um comportamento sustentável. “Essa onda em direção a uma nova atitude começa como uma inquietação que passa a borbulhar dentro de nós e não tem idade para acontecer”, explica a psicóloga Luciana Gandelman, especializada em saúde mental, de São Paulo. “A vontade se mantém adormecida enquanto permanecemos acostumados com nossa vida. Até quetudo isso fica insignificante diante da vontade de fazer algo novo ou do desejo de transformação que vem da percepção do que realmente é valioso.”

Terça-feira, 7 de Abril de 2009

Como planejar um condomínio sustentável?












Há diversas medidas que podem deixar seu condomínio mais verde. Convencer, porém, a vizinhança a adotar tais idéias dá trabalho, assim como efetivá-las

Adriana Vieira, Mariana Lacerda, Priscilla Santos e Yuri Vasconcelos
Ilustrações: Cassiano Reis
Revista Vida Simples – 01/2009

Confira um passo-a-passo que pode ajudar você a fazer tudo nos conformes e, aí sim, ter um condomínio mais sustentável.

1. Sensibilize os moradores.
Afixe bilhetes e recortes de jornais sobre as vantagens de adotar algumas medidas sustentáveis no quadro de avisos ou no elevador. Converse com os moradores influentes e forme um grupo que encabece a idéia.

2. Faça uma primeira reunião de condomínio.
Será um bate-papo sobre como transformar o prédio em um edifício sustentável, com explicação das vantagens, inclusive econômicas. A implementação do projeto deve ser discutida em outra reunião, marcada para 15 ou 30 dias depois. Nesse intervalo de tempo, continue divulgando informações sobre sustentabilidade para não deixar a iniciativa perder a força.

3. Na segunda reunião, estabeleça prioridades.
Com base nas necessidades e nos recursos financeiros disponíveis, deve-se hierarquizar o que é mais importante e elaborar um cronograma de execução. Tente começar por obras mais simples, como gramar a calçada, ou por medidas que tragam a redução de custos, como a instalação de torneiras temporizadas nas áreas comuns do prédio.

4. Acompanhe a execução das obras e mantenha os condôminos informados.
Divulgar os impactos causados, por exemplo, na redução de despesas, é importante porque as pessoas são sensíveis aos resultados e, quando eles surgem, o projeto ganha ainda mais força.















DEZ MEDIDAS PARA UM CONDOMÍNIO MAIS VERDE
1. Implante o processo de coleta seletiva de lixo
2. Construa cisternas para a captação e o aproveitamento da água de chuva
3. Ajardine a calçada e os terraços para aumentar a área permeável
4. Instale placas de energia solar para aquecer a água do chuveiro
5. Troque as torneiras por modelos com temporizador, que gastam menos água
6. Varra calçada e pátio no lugar de lavá-los
7. Troque a churrasqueira por uma à base de gás natural, que não libera fuligem
8. Instale medidores individuais de gás e água para incentivar a redução do consumo
9. Coloque luzes com sensores de presença nas áreas comuns
10. Crie pomar e herbário

(Fonte: Rose Marie Inojosa, coordenadora da Universidade Aberta do Meio Ambiente e da Cultura de Paz (Uma-Paz), de São Paulo)

Quarta-feira, 4 de Março de 2009

Forno Solar: Você ainda vai ter o seu

Foto: Andréa Veras

O forno solar não é novidade. Existem vários tipos, do artesanal ao industrializado. Buscando na internet, você vai encontrar muita informação sobre esse assunto.

Nosso objetivo, no entanto, é divulgar um modelo de forno solar barato e simples, que utiliza alguns materiais reciclados encontrados no lixo, como caixas de papelão, cabos de vassoura e placas metálicas. Qualquer pessoa que tenha um mínimo de habilidade com ferramentas básicas (como martelo, serrote, tesoura) poderá montar seu próprio forno.

Com o forno solar você cozinha utilizando a luz do sol como fonte de energia. É uma forma de economizar ao mesmo tempo que ajuda a proteger o planeta.

Em Fortaleza, Ceará, onde não falta sol, o fotógrafo e naturalista José Albano vem divulgando a confecção e utilização de um forno solar bastante adequado para as regiões próximas da linha do equador, onde o sol incide de maneira direta sobre a superfície, ou seja, o sol a pino. Aprenda a fazer seu forno solar nessa apostila.


(Fonte:
http://br.geocities.com/fornosolar/)

Mais informações:
http://br.geocities.com/fornosolar/

http://www.agrofloresta.net/artigos/programa_forno_solar.pdf
http://www.seara.ufc.br/tintim/fisica/fornosolar/fornosolar00.htm

Sexta-feira, 13 de Fevereiro de 2009

Lixo eletrônico: consumidores fazem toda diferença


Foto: Gentil Barreira

Painel promovido pela USP e pelo Massachusetts Institute of Technology reuniu pesquisadores, especialistas em gestão ambiental e representantes da indústria da informática e apontou a educação e a responsabilidade compartilhada como imprescindíveis para a solução do problema

Por Manoella Oliveira
Planeta Sustentável

O Brasil não dispõe de uma legislação federal para o descarte correto de lixo eletrônico, por isso uma montanha imensurável de baterias de celular, televisões, computadores, pilhas, aparelhos de celular e outros eletrônicos obsoletos, cuja vida útil é cada vez menor, ronda a população, trazendo prejuízos para o meio ambiente e para a saúde pública.

O troca-troca não se dá apenas pelas deficiências do equipamento que surgem em função do tempo de uso, mas muitas vezes, por pura vaidade, ou seja, para que o consumidor possa exibir um aparelho com design mais moderno. E isso é, especialmente, verdade quando o produto em questão são os celulares. Em 2007, foram 21 milhões de vendas de uma mercadoria com tempo de uso médio de um ano e meio.

Os números alarmaram 14 estados do país que se esforçam para criar leis e concentrar ações. Enquanto os projetos estão em trâmite, os usuários devem se adiantar e se informar sobre o melhor manejo de sua sucata digital e a mídia deve divulgar os problemas advindos das circunstâncias mal resolvidas oriundas de um lixo de descarte mais complexo.

É isso que pensam os especialistas presentes no painel sobre o tema, promovido, no início deste ano, pelo CCE-USP - Centro de Computação Eletrônica da USP - em parceria com o MIT - Massachusetts Institute of Technology – representado por cinco pesquisadores: Adnan Shahid (Paquistão), Carlos Brovarone (Argentina), Frederic Giraut (França), Peter Klement (Alemanha) e Antoinne Machal Cajigas (Porto Rico).

Computadores verdes
Outra instrução, levantada pelo paquistanês Adnan Shahid, é a opção pelos computadores verdes. Como não existe um selo padrão nacional, o pesquisador aconselha que os consumidores procurem saber sobre qual a porcentagem reciclável do computador, se o fabricante se compromete a recolhê-lo e encaminhá-lo para a reciclagem, ao fim de sua vida útil, se ele economiza energia e se contém chumbo, entre outros critérios.

“Já existe solda sem chumbo, máquinas com maior eficiência energética, que oferecem menor risco para a saúde, com mais materiais recicláveis, placa-mãe de fácil manuseio e processo de reciclagem mais completos. Cabe ao consumidor a decisão de compra e isso pressiona os fabricantes”, afirmou. Para simplificar o trabalho, procurar pelo ISO 14001 de gestão ambiental e pelo ISO 9001 de qualidade também é uma boa opção.

Itautec e Dell são empresas que reciclam. A primeira verticalizou o processo: separa e destina para empresas homologadas e constatou que a valorização de um desktop vendido desmontado é de 140% em relação a ele desmontado. No caso do notebook, esse percentual sobe para 245%, mesmo assim o sistema não dá margem para a Itautec – e nem é esse o objetivo.

Outra boa solução é entregar as máquinas aos seus fabricantes, já que algumas empresas oferecem esse serviço. Por isso, foi consenso entre os presentes destacar que o mercado informal de máquinas passou de 73% em 2004 para 47% em 2007.

Outro ponto positivo diz respeito aos cuidados com a saúde. Estima-se que sejam vendidas 1200 milhões de pilhas ao ano, das quais 800 milhões são certificadas, ou seja, contém 0,02 mg de mercúrio. Por outro lado, as falsificadas apresentam 80 mg de mercúrio.

Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2009

Você sabe o que está levando para casa quando vai às compras?

Foto: Fábio Arruda


Já é possível identificar como foram fabricados muitos dos produtos à disposição nas lojas e supermercados. Como? Observando se eles possuem um selo de certificação. Essa "certidão de nascimento" garante não só a qualidade do que você está levando para casa, mas também a sua procedência desde a extração das matérias-primas de forma ambientalmente correta até a utilização responsável de mão-de-obra para sua produção. Assim, você pode escolher com conhecimento. Os principais selos de certificação encontrados no Brasil:

Alimentos Orgânicos
Além de atestarem que os produtos estão livres de agrotóxicos e pesticidas químicos, os selos também garantem que a produção de alimentos de origem animal e vegetal foi resultado de uma agropecuária feita com processos ambientalmente corretos de criação e abate de animais, plantio, cultivo e colheita de frutas, legumes, verduras e cereais.

Produtos da Floresta
Você sabia que as metrópoles são as grandes consumidoras com produtos feitos com recursos naturais da Amazônia? Você pode diminuir os impactos à floresta adquirindo produtos com selos de certificação. Eles são encontrados em itens que vão desde lápis e embalagens de papelão até móveis, cosméticos e materiais de construção. Para receber os selos esses produtos devem ser fabricados sob 10 princípios éticos, entre eles o respeito à legislação ambiental e aos direitos de povos indígenas e populações que vivem em nossas matas nativas.

Eletro-Eletrônicos
O selo certifica produtos como luminárias, reatores, fios e cabos e outros materiais elétricos que estão de acordo com critérios de responsabilidade social e respeito ao meio ambiente.

Economia de Energia
Garante a eficiência energética de eletro-eletrônicos domésticos como TVs, geladeiras, lavadoras de roupa e lâmpadas, entre outros, em categorias que vão de A (mais econômicos) a G (menos econômicos).

Fonte: Planeta Sustentável

Sexta-feira, 9 de Janeiro de 2009

O fim dos oceanos

Foto: Leo Kaswiner

Pescamos demais. Poluímos demais. Navegamos demais. E nem fazemos idéia do estrago que causamos nos mares


Por Claudia Carmello

Você nunca brincou de colocar uma concha no ouvido e ficar curtindo o barulho do mar, as ondas, a calmaria? Hoje seria bem mais realista colocar seu iPod no ouvido – e no volume máximo. Isso, sim, se aproxima do som que o oceano produz para boa parte das criaturas que vivem dentro dele. Um navio de carga emite, pelo estouro das bolhas que seus propulsores criam na água, ruídos de 150 a 195 decibéis. Imagine então o barulho produzido por 100 mil cargueiros que cruzam os mares durante o ano inteiro!

Os oceanos são 70% da superfície do planeta. Segundo a ONU, os mares estão em ruínas porque pescamos demais, produzimos lixo, gases do efeito estufa e esgoto demais e bagunçamos os ecossistemas. Ultimamente, aprendemos a pensar que o oceano está trasbordando de tanta água. Mas está acontecendo o contrário: ele está esvaziando, perdendo vida.

A próxima fronteira
Conhecemos melhor o solo da Lua do que o fundo do mar, dizem os ecologistas. Nossa última fronteira são as águas profundas: entre 200 e 7 mil metros submarinos. Elas são 90% do volume dos oceanos e podem abrigar até 100 milhões de espécies – mais do que em todo o resto do planeta. A essa profundidade, não há luz para sustentar o fitoplâncton. Portanto, só animais e bactérias circulam. Até os 1 000 metros ainda há um lusco-fusco. Abaixo disso, a escuridão é total.

Seres muito estranhos
As criaturas monstrengas das profundezas têm dentes ou olhos desproporcionais, protuberâncias que brilham no escuro, dimensões assustadoras – um tipo de água-viva chega a 40 metros de comprimento! Vivem muito tempo e deslocam-se e reproduzem-se com mais lentidão que os de superfície – por isso suas populações sofrem muito mais impacto com a sobrepesca. Já comemos animais dessas profundezas. Por exemplo, o feioso olho-de-vidro, que nada a até 1 800 metros de profundidade, vive 150 anos e não procria antes dos 30 – por isso pescá-lo comercialmente é tão pouco sustentável.

As fazendas marinhas
Uma solução encontrada para amenizar o declínio dos estoques de pesca é a aquicultura, as fazendas marinhas. Bem manejadas, as fazendas marinhas podem até aliviar a pressão sobre o oceano. Delas já saem 30% dos frutos do mar que comemos. No Brasil, os criadores de camarão desmatam e poluem imensas áreas de mangues preservados. Criadouros de salmão do Canadá sofreram uma explosão de parasitas que infestou o mar aberto e as populações selvagens.

Quinta-feira, 18 de Dezembro de 2008

Reduzir é a melhor opção

Foto: Gentil Barreira
A lista a seguir traz dicas do Instituto Akatu (que promove o consumo consciente) para reduzir sua produção de lixo. Aproveite!

Por Giuliana Capello

:: Não compre nada por impulso para não desperdiçar.
:: Pense antes de imprimir e aproveite os dois lados do papel sulfite.
:: Tenha sempre na bolsa uma sacola reutilizável para carregar pequenas compras e reduza, assim, o uso de sacolas plásticas.
:: Se sua família é grande, opte por embalagens maiores de alimentos.
:: Prefira sempre as embalagens retornáveis, como as garrafas de refrigerante de vidro, e os produtos com refil.
:: Nas compras, prefira produtos a granel e evite bens superembalados, como biscoitos que vêm em saquinhos pequenos dentro de outro saco plástico maior.
:: Leve para o trabalho uma caneca para tomar água e café e esqueça os copos plásticos.

Sacola plástica: a grande vilã?

Em São Paulo, elas correspondem a 40% das embalagens jogadas fora e ocupam de 15 a 20% do volume de um lixão. Na natureza, demoram 450 anos para se decompor. Uma pesquisa feita em 2007 pela Plastivida mostrou que a maioria das sacolas plásticas de supermercados não seguia os padrões da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), o que levava os consumidores a usar duas por vez. “No tamanho-padrão, elas devem suportar 6 kg e não estavam agüentando nem 2 kg.

Isso gerou uma grande campanha pela melhoria da qualidade”, conta Francisco de Assis Esmeraldo, presidente da Plastivida. Reaproveitá-la como saco de lixo ameniza o problema desde que o excesso de embalagens seja destinado à reciclagem. “O melhor mesmo é evitá-la, levando sua sacola retornável às compras”, enfatiza Heloísa Mello, gerente de operações do Instituto Akatu.

Organize a coleta no condomínio

Se seu prédio ainda não faz a coleta seletiva dos materiais recicláveis, que tal dar o primeiro passo? Em São Paulo, o Instituto GEA – Ética e Meio Ambiente (www.institutogea.org.br) oferece consultoria gratuita aos interessados em iniciar o processo. Ana Maria Luz, presidente da instituição, dá algumas dicas:

:: Procure saber os tipos de lixo que o condomínio produz e se vale a pena vender alguns materiais (ou apenas doá-los).
:: Descubra quem poderá retirar o lixo. Pode ser uma concessionária de coleta seletiva da prefeitura ou uma cooperativa de catadores;
:: Pense na logística interna e no local para o armazenamento dos materiais;
:: Mobilize os moradores com cartazes informativos nos elevadores, halls e apartamentos;
:: Mantenha a motivação dos moradores com comunicados que tragam os resultados positivos do projeto.

(Fonte: Revista Casa Cláudia)

Terça-feira, 2 de Dezembro de 2008

Você é um consumidor responsável?

Foto: Evelin Lima
Energia elétrica

O racionamento de energia elétrica em 2001 fez com que os brasileiros mudassem seus hábitos. A economia de energia elétrica não só ajuda a conter a ameaça do apagão, como faz bem ao bolso dos consumidores e diminui a pressão pela construção de novas hidrelétricas.

1. Na sua casa, você utiliza lâmpadas fluorescentes:
( ) A - Não.
( ) B - Utilizei apenas durante o racionamento.
( ) C - Sim, nos locais onde a luz fica acessa por mais do que 4 horas seguidas.

2. Na hora de comprar aparelhos elétricos:
( ) A - Não avalia o consumo de energia.
( ) B - Dá uma olhada na quantidade de energia que o aparelho consome, mas isso não determina a sua escolha.
( ) C - O menor consumo de energia é um dos critérios considerados na hora da minha escolha.

3. Na hora de lavar louça ou roupa:
( ) A - Você liga a máquina mesmo sem utilizar a sua capacidade máxima.
( ) B - Na maioria das vezes, mas nem sempre, você junta a roupa ou louça até alcançar a capacidade máxima da máquina.
( ) C - Você sempre espera atingir a capacidade máxima para ligar a máquina.

Água

Segundo relatório das Nações Unidas, o suprimento de água vai diminuir um terço em 20 anos, devido ao aumento da população, à poluição e às mudanças climáticas. A falta de vontade política em colocar em prática medidas mais eficientes e a ignorância da população em relação à dimensão da crise só tornam o cenário mais dramático.

1. Na sua casa:
( ) A - Você não desliga a torneira enquanto ensaboa a louça ou escova os dentes.
( ) B - Quando se lembra da importância de se economizar a água, mantém a torneira fechada enquanto ensaboa a louça ou escova os dentes.
( ) C - Sempre mantém a torneira fechada enquanto ensaboa a louça ou escova os dentes.

2. Na sua casa:
( ) A - As válvulas das privadas são daquelas convencionais e você não pretende trocá-las.
( ) B - As válvulas das privadas são daquelas convencionais, mas você pretende trocá-las quando for possível.
( ) C - Todas privadas são equipadas com caixa acoplada ou válvula que utilizam apenas 6 litros.

3. Quanto tempo o chuveiro fica aberto enquanto você toma banho:
( ) A - 15 minutos ou mais.
( ) B - Entre 5 e 10 minutos.
( ) C - Não mais que 5 minutos.

4. Na sua casa ou prédio:
( ) A - A calçada é lavada com a mangueira normal.
( ) B - A calçada é lavada com lavadores de alta pressão ou balde.
( ) C - A calçada é varrida com vassoura e, quando lavada, é utilizada a água reaproveitada de máquina de lavar roupa.

Alimentos

1. Você:
( ) A - Compra apenas alimentos convencionais.
( ) B - Compra alimentos orgânicos quando é possível.
( ) C - Compra alimentos orgânicos e, na falta de algum produto, dá preferência aos produtos convencionais da estação (que necessitam de menos agrotóxicos).

2. Na sua casa:
( ) A - Muita comida é jogada fora, pois apodrece antes de ser consumida. Cascas e talos vão todos para o lixo.
( ) B - Você já conseguiu reduzir a quantidade de comida que vai pro lixo, planejando melhor as compras. Mas ainda joga coisa fora, pois compra coisas por impulso.
( ) C - Comida não se joga fora. Você compra frutas, verduras e legumes a granel e apenas aquilo que vai ser utilizado. É expert em receitas que aproveitam cascas e talos.

Lixo e reciclagem

1. Na sua casa:
( ) A - Você não separa o lixo.
( ) B - Você separa os materiais recicláveis, encaminhando-os para a reciclagem, mas não lava as embalagens sujas ou joga as embalagens sujas no lixo comum.
( ) C - Você separa todos os materiais recicláveis, dando uma lavada (com a água que você lava louça) nas embalagens recicláveis que estão sujas e encaminhando o material separado para os projetos de coleta seletiva ou doando para catadores.

2. Na hora de comprar:
( ) A - Você escolhe os produtos, independente se eles tem embalagens desnecessárias ou se elas são recicláveis ou não.
( ) B - Você evita produtos com embalagens desnecessárias e dá preferência à produtos, cujas embalagens sejam recicláveis.
( ) C - Você evita produtos com embalagens desnecessárias e dá preferência à produtos, cujas embalagens são recicláveis. E, ainda, liga para o SAC (Serviço de Atendimento Consumidor) das empresas questionando o que fazer com as embalagens que não são recicláveis ou que são recicláveis, mas não são aceitas pelos catadores ou programas de reciclagem.

Transporte

1. Você:
( ) A - Usa o carro para ir à qualquer lugar, mesmo para pequenas distâncias.
( ) B - Às vezes, evita usar o carro, mas na maioria das vezes não consegue mudar o hábito e acaba usando-o até para distâncias curtas.
( ) C - Sempre que possível, pega carona, anda à pé ou utiliza transporte público.

2. Você, que tem (ou se tivesse) carro, é do tipo:
( ) A - Que, regularmente, não calibra o pneu ou verifica a água e o óleo, muito menos faz revisões e manutenção periódica no carro. Só vai para oficina quando o carro quebra.
( ) B - Que calibra os pneus regularmente e troca o óleo quando tem que trocar, mas não tem o hábito de fazer revisões ou manutenção preventiva.
( ) C - Usuário exemplar, que respeita sempre os prazos adequados das peças do carro e faz revisão e manutenção regularmente.

Para saber que tipo de consumidor você é, some as respostas de cada letra (A, B e C):

Maioria de respostas "C": Parabéns, você é um consumidor cidadão! Continue assim, procure sempre melhorar os seus hábitos de consumo e ajude a conscientizar aqueles que estão a sua volta: amigos, parentes, colegas de trabalho.

Maioria de respostas "B": Você parece ser um consumidor consciente, mas ainda pode melhorar bastante. Não basta ser consciente, é preciso mudar de fato os hábitos de consumo. Você está no caminho certo, apenas acelere o passo.

Maioria de respostas "A": Você é definitivamente um consumidor alienado, mas calma: nunca é tarde para mudar. Reflita sobre os impactos sociais e ambientais dos seus hábitos de consumo e comece a mudança já!

(Fonte: Revista do Idec online)

Quinta-feira, 20 de Novembro de 2008

Apetite voraz

Foto: Leo Francini

A humanidade usa os recursos naturais como se eles fossem inesgotáveis. É aí que mora o perigo.

Roberta de Abreu Lima e Vanessa Vieira

Água doce
Apenas 1% de toda a água do planeta é apropriada para beber ou ser usada na agricultura. O restante corresponde à água salgada dos mares e ao gelo dos pólos e montanhas. Hoje, a humanidade utiliza metade das fontes de água doce do planeta. Em quarenta anos, utilizará 80%. A situação fica mais grave quando se considera que 50% dos rios do mundo estão poluídos.

Terras cultiváveis
O planeta é formado por 15 bilhões de hectares de terras, mas só 12% delas servem para o cultivo. As demais correspondem a cidades, pastos, desertos, zonas montanhosas e geleiras. Nas últimas três décadas, o total de terras atingidas por secas severas dobrou por causa do aquecimento global. Na China, todos os anos uma área equivalente à metade de Sergipe se transforma em deserto.

Cardumes
Das 200 espécies de peixe com maior interesse comercial, 120 são exploradas além do nível sustentável. Nesse ritmo, o volume de pescado disponível terá diminuído em mais de 90% por volta de 2050.

Oceanos
Estima-se que 40% da área dos oceanos esteja gravemente degradada pela ação do homem. Nas últimas cinco décadas, o número de zonas mortas nos oceanos cresceu de três para 150. Das 1 400 espécies de coral conhecidas, treze estavam ameaçadas de extinção há dez anos. Hoje, são 231.

Atmosfera
Desde 1961, a quantidade de dióxido de carbono (CO2) despejada pela humanidade na atmosfera com a queima de combustíveis fósseis cresceu dez vezes. Essa descarga poluente provoca o aquecimento do planeta, o que causa secas, inundações, acidificação dos oceanos e extinção de espécies.

Segunda-feira, 10 de Novembro de 2008

Turista responsável: Doze conselhos que valem para viajantes no mundo inteiro

Foto: Alex Uchoa

1. Respeitar outras culturas
Lembre-se de que cada lugar tem costumes únicos. Ao tirar fotos, deve-se pedir delicadamente permissão

2. Não perturbar a vida selvagem
Considere as implicações ao comprar produtos derivados da fauna ou da flora.
Não alimente os animais

3. Ser eficiente no uso de água e energia
O que vale em sua casa vale na dos outros. Tomar banhos curtos e apagar a luz ao sair de um cômodo são regras universais

4. Não introduzir ou retirar plantas ou animais exóticos
Imagine o que aconteceria se todos resolvessem levar aquela flor ou plantinha

5. Dar preferência a alimentos e artigos produzidos localmente
Essa regra, claro, não vale caso espécies ameaçadas tenham sido usadas na produção

6. Deixar o lugar tão ou mais limpo do que quando chegou
Jogue o lixo em lugares adequados, recicle quando possível, reutilize bolsas e garrafas

7. Obedecer aos regulamentos locais e seguir as normas de segurança
Procure o serviço de informações turísticas, leia guias, pesquise antes de viajar

8. Usar veículos apenas em caminhos designados para isso
Evite também deslocar-se em veículos desregulados – eles poluem mais

9. Escolher guias que respeitem o ambiente e a cultura locais
Assim, futuros turistas farão da viagem uma experiência boa para eles e para a população local

10. Ao voltar, difundir a compreensão da cultura do lugar visitado
Assim, sua viagem trará benefício econômico para a comunidade do lugar visitado

11. Dar preferência a hotéis e empresas de transporte responsáveis
Gaste dinheiro com empreendedores locais. Pague um preço justo para os dois lados

12. Não usar sabão ou detergente em fontes naturais de água
Se não houver opção, banhe-se ou lave roupa com sabão biodegradável

Terça-feira, 28 de Outubro de 2008

Bike-escola

Foto: João Palmeiro

A maior parte dos acidentes com bicicletas é causada pelo próprio ciclista. E, já que não existe "auto-escola" para quem anda de bike, selecionamos algumas dicas para você pedalar tranqüilo pela cidade. Lembre-se: dê preferência às ruas calmas, de velocidade baixa. E nunca se envolva brigas. Não há equipamento de segurança melhor que o bom senso - com ele, se existisse exame para condução de bike, você passaria de primeira.

Sim, obrigado
Confira os equipamentos de segurança obrigatórios para bicicletas de acordo com o Conselho Nacional de Trânsito:
CAMPAINHA tipo trim-trim;
REFLETIVO, um adesivo como aqueles usados nas traseiras de caminhões não tem luz própria, mas se ilumina com o farol dos carros. Cores: branco ou amarelo na dianteira, vermelho na traseira e amarelo nas laterais e pedais;
ESPELHO RETROVISOR do lado esquerdo, no guidão.

Recomenda-se

FAROL branco na frente e vermelho com opção de pisca-pisca atrás;
ÓCULOS de lentes transparentes, que também podem ser usados à noite. Protegem os olhos da poluição, da poeira e dos detritos no asfalto;
LUVAS almofadadas e com couro na palma da mão, para evitar bolhas e esfolados;
CAPACETE não é item obrigatório pela legislação. Na dúvida, use-o, principalmente se você pedala em alta velocidade. Prefira um capacete com múltiplos ajustes, que fique bem preso à cabeça e sem folgas. Se possível, coloque refletivos na parte de trás e na lateral.

Lembre-se
PARA PEDALAR À NOITE, USE ROUPAS CLARAS E REFLETIVAS, como coletes de tecido fluorescente. E mantenha os refletores limpos;
ESQUEÇA O TOCADOR DE MP3 e fique com os ouvidos atentos única e exclusivamente para o trânsito;
LEVE A BIKE PARA REVISÃO ANUALMENTE. Ela será lubrificada e os cabos serão trocados.


RESPEITE AS LEIS DE TRÂNSITO, pois assim você garante sua segurança e a do pedestre e evita conflito com os motoristas. Cuidado com cachorros, crianças brincando e idosos cruzando a rua. Para usar a calçada, desça e empurre a bicicleta. E lembre-se: ser gentil e educado é sempre a melhor saída.

PEDALE À DIREITA DA VIA, sem ziguezaguear, a cerca de 1 metro dos obstáculos. Se você colar no meio-fio, os carros podem passar muito rentes e você pode cair só com o susto. Os automóveis são obrigados por lei a ultrapassar a bicicleta a 1,5 metro de distância lateral, mas muitos motoristas nem sabem disso.

NUNCA PEDALE NA CONTRAMÃO. Se você estiver a 20 km/h e um carro na direção contrária a 50 km/h, a velocidade de aproximação será de 70 km/h. Em caso de colisão, o estrago é maior. E o tempo para desviar, menor. O pedestre que cruza a rua e o motorista que dobra a esquina só olham para o lado de onde vêm os automóveis.

SINALIZE O QUE VOCÊ PRETENDE FAZER COM ANTECEDÊNCIA. Se for virar à direita, por exemplo, estique o braço nessa direção. Não faça movimentos bruscos: não entre numa rua sem olhar nem mude de pista sem avisar, por mais que o carro esteja longe. Se você sinalizar, o automóvel diminui.

TENHA CERTEZA DE QUE O MOTORISTA QUE VAI FAZER A CONVERSÃO ESTÁ VENDO VOCÊ. Faça um sinal para ele. Se precisar, dê um grito: Olha a bike! Mas não fique olhando para trás o tempo todo. Colisão por trás do ciclista corresponde a menos de 1% dos acidentes.

PARA VIRAR À ESQUERDA NO CRUZAMENTO, peça passagem e vá mudando de pista, caso você seja experiente. Do contrário, desça da bike e atravesse na faixa, como pedestre. Seja cauteloso. Sempre existem aqueles que decidem dobrar a esquina de última hora e pensam: Bicicleta vai devagar, dá tempo.

SE VOCÊ VAI SEGUIR EM FRENTE E MUITOS AUTOMÓVEIS FOREM VIRAR À DIREITA, faça um sinal para a frente com a mão esquerda, que é a que os motoristas vêem melhor. Se o tráfego estiver muito intenso, encoste no meio-fio, espere os carros passarem e, então, continue.

TENTE DESCOBRIR O QUE O MOTORISTA VAI FAZER. Para onde ele está olhando? De quanto tempo ele precisa para frear? Olho no olho funciona principalmente se for combinado com um sorriso. Se não der para ter contato visual, preste atenção nas rodas dianteiras, que viram antes de o carro mudar de posição.

CUIDADO COM AS PORTAS DE CARRO ABRINDO e também com buracos, bueiros e valetas. Se um carro estacionar mais à frente, baixe a velocidade. E siga sempre a instrução de andar a 1 metro da lateral da pista. O risco maior de levar uma portada não é nem o choque, mas você cair na rua e ser atropelado.